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2009.12.08 - Ref. 2009120801 China: Mais cinco pessoas condenadas à morte após confrontos étnicos
|  | Envie este artigo a um amigo | A justiça chinesa determinou cinco novas penas de morte em consequência dos violentos distúrbios étnicos registados em Julho de 2009 na capital de Xinjiang. O número de condenados à morte por crimes cometidos durante os tumultos sobe assim para 17.
Os condenados parecem ser todos uigures, a maior etnia de Xinjiang. Entre os condenados figura, pela primeira vez, a de uma mulher, de 30 anos de idade e mãe de quatro filhos.
No mesmo julgamento um dos outros réus foi condenado a prisao perpétua e três a penas de prisão de 10 a 18 anos. Em Novembro de 2009, nove pessoas foram executadas por terem participado nos distúrbios e há mais cinco acusados que começarão a ser julgados brevemente.
A região de Xinjiang é a mais vulnerável ao separatismo, juntamente com o vizinho Tibete. Há 60 anos, quando foi proclamada a República Popular da China, os uigures representavam cerca de 90% da população de Xinjiang, enquanto hoje em dia são apenas 43%, pouco mais que os han, que já são a maioria na capital.
Os violentos distúrbios de Julho de 2009 fizeram cerca de 200 mortos e 1700 feridos, a esmagadora maioria dos quais han, tendo sido os mais graves desde a fundação da República Popular da China. Os tumultos começaram em 26 de Junho, na província de Guangdong, quando se registaram dois mortos numa rixa, ambos uigures. Segundo o governo chinês, os confrontos foram explorados pelo Congresso Mundial Uigure, uma organização separatista, para "sabotar a unidade étnica da China".
Share | Mais informação: China: Governo minimiza executados por distúrbios em Xinjiang (2009.11.14)   | | voltar ao topo |
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